Operação “Prova Final” prende sete pessoas em esquema de drogas e celulares no Presídio de Tubarão
Publicado em 27/05/2026 por Rádio Garibaldi FM
A Polícia Civil deflagrou, nesta terça-feira, a operação “Prova Final” no município de Tubarão. A ação policial teve como alvo uma organização criminosa voltada a introduzir telefones celulares, acessórios e drogas no Presídio Regional da cidade. Durante as diligências, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e ordens de prisão contra os suspeitos.
Ao todo, as autoridades prenderam sete indivíduos. As investigações, conduzidas pela Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Tubarão, apontaram que o grupo criminoso era composto por detentos, parentes de presos e contava também com a participação de uma professora que trabalhava dentro da unidade prisional.
As apurações sobre o caso começaram no final de 2025, após a prisão em flagrante da professora, suspeita de entregar drogas, aparelhos celulares e outros objetos ilícitos a um interno do presídio.
A partir desse fato, a Polícia Civil avançou nos trabalhos e identificou os líderes da coordenação do esquema, bem como os demais envolvidos que davam apoio às atividades ilícitas. Segundo informações da DIC, entre os investigados constam pessoas que já possuem condenação por integrar facção criminosa com atuação estadual e por cometer delitos graves na região.
Os levantamentos policiais revelaram ainda que a professora recebia pagamentos financeiros para garantir a entrada dos materiais proibidos no presídio. A investigação também estabeleceu uma conexão entre o funcionamento do esquema e os horários estipulados para as visitas na unidade.
Conforme a Polícia Civil, o objetivo do grupo era garantir o fornecimento de drogas e permitir a comunicação ilegal de detentos com pessoas fora da unidade prisional.
O inquérito policial tem previsão de conclusão para os próximos dias. Os alvos da investigação poderão responder pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, corrupção ativa e passiva, associação criminosa e favorecimento impróprio.
